15 de fev de 2013

Resenha: As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky




Sinopse: Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se é real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.



Para começar preciso dizer que esse livro é incrível. Ele é todo escrito em cartas, de Charle para um amigo. Não se sabe quem é essa pessoa, nem se ela realmente existe, mas a impressão que eu tive é que o “amigo” é o próprio leitor. 

Charle é um garoto extremamente sensível, com os sentimentos a flor da pele, muito tímido e retraído e muitas vezes mentalmente perturbado. Ele acabou de passar por um grande trauma, seu melhor amigo se suicidou, e ainda está tentando superar o ocorrido quando suas aulas no “High School” – o Ensino Médio americano – se iniciam.

E isso o assusta profundamente, principalmente porque ele nunca foi bom em fazer amigos ou se relacionar com as pessoas na escola. Até que em um jogo de futebol americano ele conhece Patrick e sua meia irmã Sam e tudo começa a mudar.

Com eles Charlie é apresentado às festas, as bebidas, as drogas, aprende a apreciar as melhores bandas da época, passa a freqüentar o Rocky Horror Picture Show e finalmente se sente parte de algo, faz amigos e descobre o que é estar apaixonado.

Mas Charlie não é um adolescente qualquer, ele tem dificuldades para participar de sua vida e acaba ficando afastado, observando a vida de todos, como se fosse um personagem secundário de seu próprio mundo. Ele também não tem muita facilidade para lidar com as regras sociais de uma amizade e de um namoro e precisa ir aprendendo aos poucos. É um garoto doce que acaba colocando os outros na frente dele mesmo e não consegue se impor para conseguir o que quer. 

Outra pessoa muito importante que o ajuda nessa jornada pelo High School é seu professor de literatura avançada, que o incentiva a participar mais e está sempre lhe emprestando livros clássicos da literatura para que ele os leia e faça trabalhos sobre eles. E a cada livro que Charlie acaba de ler, vira automaticamente seu preferido justamente porque foi o último livro que ele leu. E eu me identifiquei muito com isso.

Ler esse livro é como ler poesia, as cartas de Charlie são tão bem escritas que muitas emocionam e transbordam todos os sentimentos e angústias dele. O romance entre ele e Sam é tão puro, tão delicado que te deixa apreensivo com medo que ele “quebre”. 

Esse foi um livro escrito no final dos anos 90 sobre adolescentes do início dos anos 90. Quem viveu nessa época irá se identificar, e quem não viveu ficará com vontade de ter vivido. É um livro sobre música, sobre as bandas maravilhosas dessa época, sobre achar a música perfeita, a musica que te faz sentir infinito. Na verdade, as musicas acabam virando personagens dentro da história e ajudam a dar o tom certo na história. Sério, a trilha sonora é incrível!

É um livro que meche com a gente, as cartas são tão pessoais que você se sente mesmo um amigo íntimo de Charlie e se deixará levar pela poesia de suas palavras, direto ao seu coração e a todo o sofrimento que ele guarda dentro de si.

Com amor,

Charlie.









Curiosidades:

1) O livro virou um filme no ano de 2012 estrelado por Emma Watson, Logan Lerman e dirigido por Stephen Chbosky – sim, o autor do livro.


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