17 de dez de 2012

Resenha: A Guardiã da Minha Irmã - Jodi Picoult






Sinopse: E se o único jeito de salvar sua filha fosse sacrificar a vida da sua outra filha? Brian e Sara Fitzgerald são um casal feliz com dois filhos pequenos, Jesse de quatro anos e Kate de dois e acreditam ter uma família completa e são felizes. Até que um dia Kate é diagnosticada com Leucemia Promielocítica Aguda e a vida desaba sobre suas cabeças.
A doença é rara e avança rápido, o único jeito de salvar Kate é um transplante de medula, o problema é que não há doadores compatíveis na família e as chances de se achar um doador sem grau de parentesco é de uma em um milhão e Kate não pode esperar. É quando lhes é sugerido uma inseminação artificial, mas com um embrião escolhido a dedo por um geneticista para que seja um doador perfeitamente compatível com a irmã e assim, salvá-la. É quando nasce Anna, a quinta integrante da família, uma pessoa que como ela mesma diz, nasceu com um propósito específico ao invés de ter sido fruto de um acidente, como acontece com a maioria das pessoas. O transplante de medula faz Kate entrar em remissão. Mas após alguns anos a doença reaparece, e é assim por toda a vida da garota. E a cada nova recaída mais alguma coisa precisa ser retirada de Anna, são granulócitos, linfócitos, glóbulos brancos, glóbulos vermelhos, células tronco, e mais uma infinidade de coisas. Mesmo sendo saudável, Anna passa tanto tempo no hospital quanto sua irmã. Aos dezesseis anos o corpo de Kate está cansado de lutar, seus rins pararam de funcionar, seu estado é crítico e apesar do seu médico não ter certeza se ela sobreviveria a um transplante renal, sua mãe não abre mãe de tentar. E a doadora seria, claro,Anna. 
O problema é que Anna não quer mais, ela quer ter direito sobre o seu próprio corpo e poder tomar decisões sobre o que fazer com ele. E para isso ela está processando seus pais com a ajuda de um famoso advogado, Campbell Alexander, um homem solitário que está sempre na companhia de um cão guia, apesar de não ser cego.


Só quem já leu um livro da Jodi Picoult sabe o que é ler um livro da Jodi Picoult. Ela tem um jeito único de narrar uma história, onde cada capítulo é narrado por uma personagem diferente e eles intercalam entre narrar o presente e o passado, até que os dois se encontrem, em um final fantástico.
Ela possui uma sensibilidade apurada para tratar de assuntos polêmicos e delicados, sem cair em clichês e sem sensacionalismo apesar dos livros serem repletos de drama – com esse então, é impossível não chorar.
Você pode até fazer um pré-julgamento da atitude da Anna ou da Sara, mas acredite você vai pensar e repensar suas opiniões sobre o assunto no decorrer do livro. É aquele livro para você emprestar para os amigos e depois passar horas discutindo com eles sobre a história.
Segunda a autora, a inspiração para a história veio quando um dos seus filhos desenvolveu um tumor benigno em um ouvido e teve que passar um bom tempo internado e passar por duas complicadas cirurgias. Ela se viu no meio de um dilema, como dar atenção as outras duas crianças que estavam em casa saudáveis, tendo um filho sofrendo em uma cama de hospital? Quem pode dizer o que é ser uma boa mãe? E uma mãe ruim?
Prepare-se para derramar muitas lágrimas com a luta dessa família para ter uma vida normal e feliz, apesar de tudo. Você vai se apaixonar pelos personagens marcantes e pelas cenas inesquecíveis. E mais uma coisa, você não pode nem imaginar como esse livro vai terminar!
















Curiosidades:

1. Em um trabalho para a faculdade que eu fiz com a psicóloga do INCA responsável pelo Centro de Transplante de Medula Óssea, eu descobri que ter outro filho para que ele seja um possível doador para um filho doente é uma prática altamente comum entre os pais. A diferença é que o filho é concebido naturalmente, logo, não se sabe se ele realmente será compatível até que nasça. 


2. Ano passado no Brasil nasceu o primeiro bebê brasileiro selecionado geneticamente em laboratório para ser totalmente compatível com a irmã, Maria Vitória Reginato Cunha que sofria de talassemia major, uma doença rara do sangue que, se não for tratada corretamente, pode levar à morte. As células-tronco colhidas no sangue do cordão umbilical de Maria Clara foram usadas para um transplante de medula em Maria Vitória.


3. O livro foi transformado em filme em 2009. Com o título de Uma Prova de Amor, o filme foi estrelado por Abigail Breslin, Cameron Diaz e Jason Patric.




2 comentários:

  1. Nossa, que história linda e ao mesmo tempo tristeeee. Adorei a resenha e a dica de leitura.
    Bjs,

    Mi

    www.recantodami.com

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    1. Oi Mirelle,
      Sim, é exatamente isso, uma história linda e triste, mas que vale muito a pena ser lida. Que bom que você gostou da dica.
      Obrigada pelo comentário.
      Beijos

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